22.4.11

Lembra-te de mim - capítulo 7




Ele ouve o telemóvel a tocar e corre até ao seu quarto.
- Desculpa amor, o meu pai entregou-me umas coisas e atrasei-me. Há novidades?- perguntou Kathy, quase sem fôlego.
- Não faz mal princesa, vens aqui ter ou queres que vá ter contigo?
- Eu vou ter contigo. Até já, amo-te!- exclamou, John conseguia ouvi-la a sair apressadamente de casa e desligou.
Deitou-se na cama e fechou os olhos por um minuto.


Sentia-se cansado e impotente. Tinha a namorada dos sonhos de qualquer homem, amava-a e ela amava-o, mas ela estava doente e ele não fazia nada de útil para a ajudar, apenas lhe dava palavras de apoio que ele desejava que se concretizassem mas nunca fazia nada que pudesse melhorar o estado de saúde dela, por pouco que fosse.
Levantou-se e foi até à casa de banho mirando-se ao espelho, só conseguia pensar no quão cobarde era por se deixar levar pelo medo de a perder e esse medo apenas o deixar acreditar que um milagre aconteceria no momento preciso mas e senão houvesse milagre? Ela partiria e levaria-o com ele. Ele até poderia ir, mas ela...
Lavou a cara com água fria e pegou nas chaves do carro.
- Mãe, tenho de ir a um sítio. A Kathy deve chegar daqui a pouco, pede-lhe por favor para esperar que eu regresse.- disse enquanto dava um beijo na cara da sua mãe.
Abriu a porta e virou-se de novo para a mãe notando na expressão que esta adquirira.
- Ah...E diz que a amo.- suspirou, olhando para o chão na tentativa de conter as lágrimas.
Não queria que Kathy esperasse uma eternidade e por sua sorte não se encontrava um único carro na estrada, estaria de certeza lá em menos de dez minutos.
Precisamente dez minutos após saída de John, Kathy tocava à campainha da casa dos pais do seu amado, esperando que fosse ele a abrir-la ficando um tanto surpreendida e desiludida quando a mãe dele lhe abriu a porta.
Kathy cumprimentou-a e conseguiu notar que esta pouco deveria ter dormido, tinha a preocupação estampada na cara por causa da súbita loucura de Matt.
Kathy seguiu-a até à cozinha, espreitando a ver se avistava mais alguém.
- O John?- perguntou não parando de mexer as mãos. Estava mortinha para lhe contar sobre as cartas e por saber se havia notícias do seu ‘cunhado’.
- Ele já vem querida, ele disse-me para te dizer para esperares pelo seu regresso e que te ama.- disse virando-se para ela a sorrir, embora não tenha durado muito.
Kathy fitou o chão, sentindo as bochechas a arder mas não deixando de ficar preocupada. Onde teria ido John?
- Ainda não há novidades?- perguntou.
- Não...- suspirou.- Não percebo o que se passa e muito menos o que se passou. Estava tudo normal e de repente...- Buscou um lenço e limpou as lágrimas que lhe corriam pelo rosto.
Kathy aproximou-se dela e pôs-lhe a mão sobre o ombro. Não tendo uma figura materna já à uns anos a mãe de John e Matt era como uma segunda mãe para ela e custava-lhe crer que Matt fora egoísta ao ponto de deixá-la assim, rezando para que voltasse e não dormindo por causa dele.
- Talvez só queira tempo e espaço para ele.- tentando acreditar no que dizia.
Ficaram a falar durante meia hora e Kathy olhava a cada cinco minutos que passavam para o relógio.
(...)
Quando abriu a porta de casa, ambas se viraram para ele.
- Olá.- disse mas nenhuma das duas lhe falou.
Foi ter com Kathy, beijou-a suavemente e pegou na mão dela levando-a para o quarto.
Beijou-a como senão houvesse amanhã e talvez não houvesse para nenhum dos dois.
Deitou-a na cama e ela mesmo confusa com o seu comportamento não procurou impedi-lo. Deixou-se levar, conseguindo ouvir a melodia do som das suas respirações e da chuva forte que chegara e batia na janela como se em vez de água chovesse pedras.
Ele beijava-lhe o pescoço e fitou-a.

Ela estava a sorrir e era como se ela tivesse uma luz imensa no seu interior, uma luz que apenas eles conseguia ver e que o encantava de tal maneira que podia jurar que era o homem mais feliz do mundo a todos os seguntos se estava com ela.

Sem querer deixou uma lágrima fria cair na sua pele agora branca, sentiu-a nos seus braços completamente arrepiada.
Ela saiu da cama e ajoelhou-se perante John que mantinha a cabeça entre as mãos.
- Amor, que se passa? Olha para mim, por favor!- pediu enquanto tentava mover as mãos de John que lhe tapavam agora a cara inteira.- Por favor!
Ele olhou-a e pegou subitamente nela, abraçando-a, beijando-a mas sem nunca deixar que ela o visse chorando.
Não é que não gostasse mas Kathy ficara completamente frustrada com o seu namorado mas para além de frustrada sentia uma enorme culpa a exercer-se sobre ela.

Já sabia que isto iria acontecer e fora por isto que acabara com ele anteriormente, era um enorme egoísmo vê-lo desfalecer-se em tristeza por causa dela.

Embora o amasse mais que tudo, não aguentava vê-lo daquele jeito, teria feito um erro ao ter posto de lado este medo?

16 comentários:

  1. Estou cada vez mais a adorar a história e ansiosa pelos próximos capitulos :D

    Beijinhos

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  2. Sim está :D
    O definitivo só pus agora :P

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Olá! Muito obrigada! :D Eu espero seriamente que o seja porque creio que ela vai ser maior que o costume ;) beijinho e uma boa páscoa! Ah! E eu, para variar um bocadinho, amei esta história! :D É diferente da outra mas é linda! (*.*)

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  5. ahaha! eu espero seriamente que sim! :D

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  6. oh, eu sei larinha ((: eu também, escusado seja dizer!

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