10.4.11

Lembra-te de mim - capítulo 4



Kathy acordara às 5.00 da manhã.
O sol ainda não nascera mas já podia contemplar o céu pintado de tons de laranja, amarelo e azul. Conseguia ouvir as gaivotas e já conseguia mesmo ver algumas a voar perto do mar.
John ainda dormia e ela não queria acordá-lo por isso deixou-se ficar na cama, olhando para a janela. Normalmente estaria a admirar o seu namorado e a pensar o quanto sortuda era mas depois daquele sonho, os seus pensamentos não conseguiam ser todos sobre John.
Nunca parava muito para pensar nisto, era pequena quando aquilo aconteceu mas era sem dúvida um desgosto já não ter uma figura materna na família. Sentia falta dela e mas o seu pai devia sentir muito mais. Se ela perdesse John, o certo era matar-se mas o pai ficou cá, para cuidar da sua filha, admirava o pai por muitas coisas mas admirava-o ainda por cima por estar sempre lá para ela e ter sido forte o suficiente perante a morte da sua mulher.
Gostava que a mãe tivesse conhecido John, iria gostar dele, tal como o pai e gostava de ver melhor o amor que o pai e a mãe partilhavam. Tanto como toda a gente da aldeia diz, ela e John são como eles foram. O casal mais apaixonado.
Sentiu o corpo do seu amado a mexer-se e virou-se para ele. Este mal abriu os seus belos olhos sorriu-lhe e puxou-a até si.
- Em que é que estás a pensar?- perguntou, frazendo as sobrancelhas.- Em mim não é.
Kathy começou-se a rir e John também não conseguiu conter-se.
- Porque que achas que é não é em ti?- perguntou Kathy enquanto passava a sua mão pelo rosto de John.
- Quando pensas em mim fazes aquela tua cara típica de apaixonada, mas estavas séria e um tanto triste.- respondeu.
- Estava a pensar na minha mãe...- disse fazendo o esforço para conter as lágrimas.- Tenho saudades dela.
John colocou a sua mão debaixo do queixo dela e mal deparou com os seus olhos cheios de lágrimas, não teve qualquer dúvida.
Ele nunca a deixaria. Limpou-lhe as lágrimas e abraçou-a e ficaram assim até Kathy adormecer de novo, parecendo um anjo que John tinha nos seus braços e este entretinha-se passando constantemente a mão no cabelo loiro de Kathy e sempre que fechava os olhos conseguia ver todos os momentos que tinham tido.
Em breve, fariam dois anos de namoro e dois anos não seriam nada do que está destinado a ser, era uma certeza que John tinha, isso e que Kathy ia-se curar.
Entretanto ouviu um vibrar de um telemóvel, apressou-se a procurar com o braço livre o maldito aparelho antes que Kathy acorda-se, quando finalmente o encontrou, viu a mensagem que a mãe lhe tinha escrito: “ John, algo se passa com o Matthew. Depois liga-me. Beijinhos, mãe. ” .
John não percebeu o que a mãe queria dizer, ela nunca era totalmente frontal, vinha sempre com conversas de novelas. Ainda estivera com o irmão no dia anterior e notara nada de errado, porque haveria naquele curto espaço de horas ter-se sucedido algo? Ainda por cima algo mal?
Levantou-se da cama tendo cautela de não pertubar o sono de Kathy e foi para a cozinha da casa da praia. Ligou à mãe que ficou aliviada por ter lido a mensagem e contou-lhe o que sucedeu.
Estranho era a única palavra que John encontrava para definir o sucedido.
Entretanto Kathy acordara e como não viu John na cama, foi onde ele estaria sem qualquer dúvida, à cozinha, caminhando devagar e silenciosamente mas John não precisava de ouvidos ou de olhos para a sentir por perto, virou-se e viu Kathy, que mesmo estando sem qualquer vestígio de maquilhagem e tendo o cabelo um pouco despenteado, continuava graciosa.
Pegou no seu café e sentou-se na cadeira ao seu lado e bateu uma vez na sua coxa para Kathy se sentar no seu colo, ela veio dançando em cada passo e sentou-se suavemente enconstado a sua cabeça no peito de John.
- Em que é que estás a pensar?- perguntou.
- Vá, essa é minha, pequena. O meu pensamento está sempre contigo, sabes bem mas a minha mãe ligou-me e parece que algo se passa com Matt.- esclareceu enquanto bebia o café.
Kathy ficara confusa, tal como John. - Sim, eu sei no que estas a pensar e eu também não faço ideia do que possa ter acontecido.- disse John antes que Kathy pudesse comentar o que quer que fosse.
- Talvez não seja nada de mais, todos têm um dia mau.
- Sim, talvez...mas não sei amor, é muito estranho.- suspirou John e fez uma pausa.- Mas o Matt? Está sempre com pensamento positivo, sempre na boa com toda a gente e falou daquela maneira à mãe? Não é mesmo nada dele. Gostava de saber o que vai na cabeça daquele míudo.

17 comentários:

  1. A sério! Amei este capítulo! *.* Lindo, mesmo! Estavas-te a referir ao "meu" John, certo? Pois... ele é hipócrita o suficiente e sarcástico. Eu não sei porquê mas acho-lhe piada! ele é completamente sarcástico e tem o dom de tirar alguém do sério! se calhar acho-lhe piada porque ele é o meu lado piorzinho... lol :) eu carreguei pa ver o 4º capítulo e dizia que tinhas apagado! foi por isso que perguntei! beijinho!

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  2. Eu acho piada àquela parte do hotel em que ele lhe pergunta se ele beija bem... eu nesse dia estava mesmo passadinha! lool xD é que aí foi mesmo muito cruel!
    tens de mandar uma queixa para os senhores do blogger. isso não é normal! ah! espero pela continuação!

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  3. pois, é invulgar quando os filhos não namoram, literalmente! :) não deve ser difícil mas também não sei como se resolve!

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  4. Visita e segue o nosso blog, e fica atento à escassez deste recurso natural!
    Beijinhos, Ouro Azul.

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  5. adorei :) continua. como se chama a musica?

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  6. eu faço ideia de a fazer hoje ainda, eu fico a espera da tua :)

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  7. Amanhã descobres. Não sei se acabo já amanhã, mas acho que não ... Porquê dois dias? :o

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  8. está um mimo este texto mesmo!
    estou a seguir.

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  9. de nada!
    é óptimo saber isso, fico mesmo feliz, muito obrigada!

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  10. Mas continuo a espera, da continuação :)

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  11. Obrigada! :D Bem, isso agora é um bocadinho difícil :D mas não obriga a uma separação total! beijinho!

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